O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou, na quinta-feira, 05 de fevereiro, sua defesa pela instituição de um mandato com tempo determinado para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista, o mandatário argumentou que não é justo um magistrado ingressar na Corte aos 35 anos e permanecer até os 75, defendendo que a renovação é necessária para as instituições. Lula ressaltou que a medida já estava prevista no programa de governo do PT em 2018 e em sua campanha de 2022, não sendo uma reação às tensões políticas recentes.
Apesar de apoiar a mudança, o presidente destacou que a decisão final cabe ao Congresso Nacional, por meio da análise de projetos de lei ou emendas na Câmara dos Deputados e no Senado. Lula pontuou que o debate deve ocorrer de forma independente aos julgamentos dos atos de 8 de janeiro. A declaração surge em um momento de discussões sobre a conduta da Corte, que levaram o atual presidente do STF, Edson Fachin, a anunciar a criação de um Código de Conduta para os ministros.
Durante a mesma entrevista, Lula também comentou sobre um encontro fora da agenda com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O presidente afirmou que o empresário relatou ser alvo de perseguição, mas assegurou que o governo manterá uma posição estritamente técnica via Banco Central, sem interferências políticas. Lula justificou a reunião afirmando que recebe diversos representantes do setor financeiro e que não haverá tratamento privilegiado ou contrário à instituição no âmbito institucional.








