Lula sanciona reajuste para servidores da Câmara, Senado e TCU e barra aumentos que ultrapassariam o teto

Luiz Inácio Lula da Silva aprova reajuste válido apenas para 2026 e veta dispositivos que previam pagamentos retroativos, licença convertida em dinheiro e aumentos até 2029 acima do limite constitucional

O Palácio do Planalto informou nesta terça-feira (17) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou parcialmente o projeto que prevê reajuste salarial para carreiras da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Tribunal de Contas da União (TCU). A medida será publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (18).

O presidente manteve o reajuste previsto para 2026, mas vetou trechos que autorizavam aumentos graduais até 2029, pagamento retroativo de despesas permanentes e a criação de licença compensatória com possibilidade de conversão em dinheiro — o que poderia gerar valores acima do teto do funcionalismo público, atualmente fixado em R$ 46.366,19.

O que foi mantido

Entre os pontos sancionados estão:

Na Câmara, o texto estabelece reajuste de 8% para secretários parlamentares. Servidores efetivos e de carreira terão aumento de 9,25%, enquanto ocupantes de cargos em comissão receberão reajuste ponderado de 8,63%. A proposta também prevê gratificação que varia de 40% a 100% para servidores efetivos, incidente sobre o maior vencimento básico do cargo.

O que foi vetado

Lula vetou dispositivos que previam:

Segundo o governo, a previsão de aumentos para além do atual mandato poderia contrariar a Lei de Responsabilidade Fiscal, que proíbe a criação de despesas obrigatórias nos últimos oito meses de governo sem previsão de pagamento dentro do próprio mandato.

No caso da licença compensatória, o Executivo argumentou que a possibilidade de converter folgas em dinheiro poderia resultar em remunerações acima do teto constitucional, motivo pelo qual o trecho foi barrado.

* Com informações de G1.

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