Mistério em Cachoeirinha se aprofunda após confirmação de sangue humano na casa de desaparecida

Ex-marido da mulher, policial militar, segue preso enquanto exames de DNA podem esclarecer o caso

A investigação sobre o desaparecimento de Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e de seus pais, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (18). A Polícia Civil confirmou que o sangue localizado na residência de Silvana é de origem humana, reforçando as suspeitas em torno do caso que mobiliza autoridades há 25 dias. As amostras seguem em análise para comparação genética, a fim de identificar a quem pertencem.

O principal investigado é o ex-marido de Silvana, que é policial militar e está preso temporariamente há uma semana. A detenção pode durar até 30 dias. Em nota, a Brigada Militar informou que o agente será afastado das funções enquanto a apuração avança, sob acompanhamento da Corregedoria-Geral da corporação. A polícia também revelou que, no dia 25 — data em que os pais foram vistos pela última vez —, o telefone fixo do casal recebeu uma chamada feita do celular de Silvana, quando ela já era considerada desaparecida. Para os investigadores, o contato pode ter sido uma tentativa de simular uma viagem e retardar o início das buscas.

Silvana, filha única, morava próxima aos pais e trabalhava com eles na venda de cosméticos e na administração de um pequeno mercado anexo à residência da família. Vizinhos e parentes descrevem Isail e Dalmira como pessoas tranquilas e queridas na comunidade, destacando o bom relacionamento familiar. A Polícia Civil afirma que ainda não há previsão para a conclusão dos laudos periciais, considerados fundamentais para o avanço das investigações.

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