MPSC solicita novas diligências sobre coação e ameaça no caso Orelha

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) determinou a realização de novas diligências policiais para apurar crimes de coação e ameaça no desdobramento do “caso Orelha”. Os fatos teriam sido praticados por adultos vinculados aos adolescentes investigados pelas agressões a cães na Praia Brava, em Florianópolis. O alvo das ameaças seria o porteiro do condomínio onde os jovens residem, em um conflito que se intensificou após a repercussão das imagens dos maus-tratos nas redes sociais.

A investigação sofreu uma alteração de competência nesta sexta-feira, 6 de fevereiro. A 32ª Promotoria de Justiça de Meio Ambiente declinou do caso, argumentando que as ameaças ao funcionário constituem conflitos pessoais sem relação direta com o crime ambiental original. Com a redistribuição, a 2ª Promotoria Criminal da Capital assumirá a análise dos fatos, podendo investigar se houve, inclusive, uma tentativa de obstrução de justiça por parte dos envolvidos.

O inquérito principal, que trata especificamente dos maus-tratos contra os animais, também foi entregue ao Ministério Público nesta semana e permanece sob análise técnica. A expectativa é que o órgão solicite informações complementares à Polícia Civil nos próximos dias para ambos os procedimentos. O caso segue sob forte acompanhamento social, enquanto o MPSC avalia se a conexão entre a agressão ao cão e as retaliações posteriores exige uma estratégia jurídica unificada.

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