Operação Elísios: condenações por roubo no Aeroporto de Caxias do Sul somam mais de 520 anos de prisão

Sentença da 3ª Vara Federal de Passo Fundo responsabiliza 15 envolvidos no ataque a avião pagador no aeroporto da Serra gaúcha

A Polícia Federal no Rio Grande do Sul destacou as condenações na primeira fase da Operação Elísios, que investigou o roubo a um avião pagador no Aeroporto Regional Hugo Cantergiani, em Caxias do Sul, ocorrido em junho de 2024. As penas aplicadas pela 3ª Vara Federal de Passo Fundo ultrapassam 520 anos de reclusão.

De acordo com a decisão judicial, 15 dos 17 indiciados foram condenados por crimes como latrocínio, explosão, falsificação de símbolos e identidade, adulteração de veículos, usurpação de função pública, posse de arma de uso restrito, lavagem de dinheiro e organização criminosa armada. Algumas penas individuais superam 50 anos, sendo a maior delas fixada em 64 anos, 8 meses e 1 dia de reclusão, em regime fechado.

Ataque ao avião pagador

Na ocasião do crime, a aeronave transportava R$ 30 milhões e foi abordada logo após o pouso por um grupo armado, que efetuou disparos contra vigilantes. A ação resultou na morte de um sargento da Brigada Militar, que enfrentou os criminosos.

O roubo ocorreu em um período em que diversos voos transportadores de valores estavam sendo direcionados para aeroportos do interior do Estado, em razão das enchentes que atingiam o Rio Grande do Sul.

Provas técnicas e investigação complexa

As condenações tiveram como base amplo material probatório reunido pela Polícia Federal, incluindo laudos periciais sobre artefatos explosivos, armamentos utilizados, veículos adulterados e vestígios papiloscópicos. As evidências permitiram identificar a atuação individual de cada integrante no planejamento e na execução do crime.

A investigação também revelou a complexidade da organização criminosa, já associada a outros ataques de grande impacto no Brasil e no exterior. Exames genéticos relacionaram investigados do caso de Caxias do Sul a crimes como o ataque à base da Prosegur no Paraguai, o roubo de ouro no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e episódios de domínio de cidades em Ourinhos, no interior paulista, e em Criciúma, Santa Catarina.

Segundo a Polícia Federal, o grupo utilizava fardas e viaturas falsificadas da própria instituição, além de veículos com placas clonadas, para viabilizar as ações criminosas.

Mais de 20 investigados da etapa seguinte da operação ainda aguardam julgamento.

A Polícia Federal reafirmou, em nota, seu compromisso com a segurança pública, o esclarecimento dos crimes e a responsabilização dos autores.

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