A Polícia Civil deflagrou, nesta segunda-feira, 23 de fevereiro, a Operação Tríade para desarticular um esquema sofisticado de estelionato que vitimou a diretora de uma instituição de ensino. A ofensiva, coordenada pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, cumpriu nove mandados de busca e apreensão em diversas cidades do estado de São Paulo, incluindo a capital e Várzea Paulista. Durante a ação, que contou com o acompanhamento da OAB/SP, foram apreendidos tablets, celulares e documentos, além do bloqueio judicial de contas bancárias dos investigados.
O crime baseava-se em falsas cobranças em nome de uma multinacional de softwares, iniciadas em agosto de 2025, quando a vítima foi induzida a assinar documentos digitais sem leitura prévia. Posteriormente, os criminosos simularam contatos de oficiais de justiça e advogados para exigir taxas rescisórias inexistentes. Sob forte pressão psicológica e ameaças de protesto judicial, a diretora realizou mais de 119 transações bancárias, totalizando um prejuízo financeiro de R$ 144 mil reais para o grupo criminoso.
De acordo com o delegado Cristiano Reschke, a operação destaca-se pela identificação de uma rede articulada de profissionais, incluindo uma advogada suspeita de integrar ativamente o esquema. A investigação aponta que o grupo utilizava dados pessoais das vítimas para dar veracidade aos personagens criados, como o de “oficial de justiça” do Distrito Federal. Os materiais recolhidos agora servirão para subsidiar o inquérito e identificar outras possíveis vítimas da estrutura criminosa que operava de forma interestadual.








