O Palácio do Planalto montou uma estratégia para tentar blindar os ministros do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, na CPI do Crime Organizado.
Nesta segunda-feira (23), o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, e o ex-líder do PT no Senado Jaques Wagner apresentaram 21 requerimentos com pedidos de convocação de nomes ligados à oposição.
Entre os alvos estão o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, os ex-ministros de Jair Bolsonaro — Paulo Guedes (Economia), João Roma (Cidadania) e Ronaldo Bento (Cidadania) — além do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto.
Os petistas também pedem a convocação dos governadores Cláudio Castro (RJ) e Ibaneis Rocha (DF).
A base governista ainda tenta atingir o senador Flávio Bolsonaro por meio da convocação de sua ex-contadora, Letícia Caetano dos Reis. A movimentação busca ampliar o foco da comissão e neutralizar a ofensiva da oposição, que tenta avançar sobre Moraes e Toffoli, além de atingir o governo com a convocação de Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e apontado como próximo de Jaques Wagner.
Os requerimentos contra Moraes e Toffoli devem ser apreciados nesta quarta-feira (24). O PT controla a pauta da comissão, já que o presidente da CPI é o senador Fabiano Contarato, que pode incluir os novos pedidos do governo para votação na mesma sessão.
Mesmo com a articulação governista, a oposição aposta que pode aprovar as convocações dos ministros. A CPI tem 12 integrantes, sendo cinco da oposição. O eventual sexto voto decisivo seria do senador Alessandro Vieira, considerado independente. O presidente da comissão só vota em caso de empate.
A CNN informou que procurou Randolfe Rodrigues e a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, mas não houve manifestação até a publicação. O líder do PT no Senado, Rogério Carvalho, também não comentou.
* Com informações de CNN Brasil.








