Perícia aponta projétil na cabeça de corretora morta em Goiás, diz defesa

Polícia Científica ainda não confirma achado; laudos não foram oficialmente divulgados

Durante a perícia no corpo da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, encontrada morta na última semana em uma área de mata em Caldas Novas (GO), teria sido identificado um projétil alojado no crânio da vítima, segundo informou à CNN Brasil o advogado da família, Plínio Mendonça, nesta segunda-feira (2).

De acordo com a defesa, a informação ainda é extraoficial, já que os laudos periciais da Polícia Técnico-Científica não foram concluídos nem liberados. Procurada, a corporação afirmou que, enquanto o laudo não for finalizado, não há confirmação oficial sobre a existência da bala.

Ainda segundo o advogado, um aparelho celular foi apreendido na tubulação de esgoto do condomínio onde Daiane morava e será submetido à perícia para verificar se pertence à corretora. O local onde o objeto foi encontrado teria sido indicado pelo próprio suspeito durante a reconstituição complementar do crime.

Morte da corretora e confissão do síndico

O corpo de Daiane foi localizado pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) em uma região de mata. Segundo as investigações, a morte pode ter ocorrido em um intervalo de cerca de oito minutos, período entre o desaparecimento da vítima das câmeras de segurança e o registro da passagem de outra moradora pelo local.

Em coletiva realizada na quarta-feira (28), a polícia informou que o síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, colaborou com as investigações ao indicar onde havia abandonado o corpo, gesto que os investigadores consideram, na prática, uma admissão de envolvimento no crime.

Dinâmica do crime

Conforme a Polícia Civil, Cléber teria desligado propositalmente a energia elétrica do apartamento da corretora, forçando-a a descer até o subsolo do condomínio. No local, ele teria abordado Daiane enquanto ela filmava os relógios de energia.

As imagens mostram que Daiane desaparece das câmeras por volta das 19h, e às 19h08 apenas outra moradora aparece no sistema, reforçando a hipótese de que o crime ocorreu nesse curto intervalo.

A investigação aponta que Daiane foi morta dentro do condomínio e retirada do local já sem vida. O suspeito teria utilizado as escadas, áreas sem monitoramento, para evitar ser filmado. A última imagem dele registrada no dia é das 12h27.

Ocultação de cadáver e obstrução da investigação

Cléber responderá por homicídio e ocultação de cadáver. A polícia afirma que ele tinha meios, motivos e oportunidade, sustentados por um histórico de perseguição e pelos 12 processos judiciais movidos pela vítima contra o síndico.

O filho do suspeito, Michael, foi preso por obstrução da investigação. Segundo a polícia, ele teria trocado o celular do pai e praticado outras ações para dificultar a coleta de provas.

*Com informações de CNN Brasil

Butterfly

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