Piloto é preso em aeroporto por integrar rede de exploração sexual infantil

Operação da Polícia Civil em São Paulo também deteve mulher que "vendia" as próprias netas para o investigado

A Polícia Civil de São Paulo prendeu um piloto de linha aérea dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas nesta segunda-feira, 09 de fevereiro. A ação faz parte da Operação Apertem os Cintos, que investiga uma rede de pornografia infantil e estupro de vulnerável com atuação de pelo menos oito anos. Além do piloto, uma mulher de 55 anos foi detida em Guararema, acusada de aliciar e vender as próprias netas, de 10, 12 e 14 anos, para o criminoso.

As investigações, iniciadas em outubro de 2025, revelaram uma estrutura organizada com divisão de funções e coordenação entre os envolvidos. Segundo a polícia, as vítimas eram submetidas a graves situações de abuso e exploração sexual. O piloto e a cúmplice são investigados por uma série de crimes, incluindo estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição infantil, armazenamento de material pornográfico e coação no curso do processo. Mais de 30 agentes e 14 viaturas participaram do cumprimento dos mandados de prisão e busca e apreensão.

A companhia aérea responsável pela aeronave confirmou que a prisão ocorreu durante os procedimentos de embarque de um voo com destino ao Rio de Janeiro, mas ressaltou que a operação seguiu normalmente. A empresa afirmou que repudia qualquer ação criminosa e está à disposição das autoridades para colaborar com o inquérito. A Polícia Civil não descarta novas prisões, uma vez que as provas apontam para a existência de outras possíveis vítimas e participantes no esquema de exploração.

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