Pirâmide financeira investigada em Nova Prata lesa mais de 700 investidores também em Bento Gonçalves

A Polícia Civil investiga um golpe de pirâmide financeira que colapsou no dia 30 de janeiro, deixando centenas de vítimas em Bento Gonçalves e Nova Prata. Operado por uma plataforma digital, o esquema atraía investidores com a promessa de rendimentos exorbitantes para quem realizasse avaliações falsas de hotéis online. Estima-se que apenas em Bento Gonçalves cerca de 700 pessoas foram lesadas, incluindo famílias que chegaram a investir quantias superiores a R$ 100 mil após serem convencidas em reuniões presenciais e jantares de ostentação, as informações são do Portal NB Notícias.
A delegada Liliane Pasternak Kramm, titular da Delegacia de Polícia de Nova Prata, aponta que a “ganância” foi o principal combustível para a disseminação do golpe, que exigia aportes iniciais de R$ 2.040,00 e o recrutamento obrigatório de novos membros. O rastro de desespero inclui relatos de moradores que venderam veículos e pediram demissão de empregos formais para focar no negócio fraudulento. Em Nova Prata, epicentro da crise regional, o número de vítimas pode chegar a 5 mil pessoas, evidenciando a escala agressiva de recrutamento utilizada pelos líderes.
Após o bloqueio dos saques, os representantes alegaram inicialmente uma auditoria interna e, posteriormente, uma suposta invasão hacker para justificar o calote. O cenário de prejuízo se estende por todo o Rio Grande do Sul e outros estados, com denúncias registradas em Pelotas, Uruguaiana e São Paulo. A Polícia Civil orienta que todos os lesados registrem boletim de ocorrência para auxiliar na identificação dos operadores do esquema e no mapeamento dos valores desviados, que ainda não foram totalmente mensurados pelas autoridades.





