Polícia Civil alerta para colapso de suposta pirâmide financeira em Nova Prata e região
Declarações são da delegada Liliane Pasternak Kramm, responsável pela investigação no município

A Polícia Civil de Nova Prata, sob coordenação da delegada Liliane Pasternak Kramm, vem monitorando há meses as atividades de um empreendimento localizado na rua Luiz Marafon, suspeito de operar como pirâmide financeira. Conforme a autoridade policial, o modelo do negócio se sustentava na captação contínua de novos investidores, prometendo retornos incompatíveis com o mercado, característica típica desse tipo de esquema.
O caso ganhou repercussão em Nova Prata e cidades da região após relatos de movimentações atípicas, como filas frequentes no local, além de informações de que moradores estariam pedindo demissão de seus empregos e contraindo empréstimos para realizar aportes financeiros. Em uma das situações, a Polícia Civil interveio em uma transmissão ao vivo de um representante do empreendimento que buscava dar credibilidade à atividade, solicitando a interrupção por se tratar de prática ilícita.
Apesar dos alertas técnicos emitidos pelas autoridades, apoiadores e usuários continuaram promovendo o negócio em suas comunidades. Nesta semana, o sistema colapsou oficialmente, confirmando as previsões da investigação conduzida pela Polícia Civil.
Com o colapso, o escritório em Nova Prata foi fechado e os responsáveis cessaram qualquer manifestação pública, o que gerou revolta e manifestações em frente ao local. A Brigada Militar precisou atuar para garantir a segurança e evitar danos ao patrimônio.
A delegada Liliane Pasternak Kramm alerta para um novo golpe em andamento, no qual vítimas estão sendo pressionadas a realizar novos depósitos, sob a falsa promessa de que somente assim conseguirão reaver valores investidos anteriormente. A Polícia Civil reforça que não devem ser feitos novos aportes, pois o sistema já faliu e a recuperação dos valores é improvável, inclusive porque muitos investidores não sabem para quem o dinheiro foi transferido.
A autoridade policial também destaca que publicações e tumultos em redes sociais não possuem validade jurídica e podem gerar responsabilização criminal, e que a divulgação e cooptação de novas pessoas para esse tipo de esquema é crime previsto na Lei de Economia Popular.
Por fim, a Polícia Civil orienta que as vítimas de Nova Prata e região mantenham a calma e compareçam à delegacia para registrar a ocorrência policial. A produção de provas, como depoimentos e documentos das transações, é essencial para que o Judiciário possa autorizar medidas como prisões e quebras de sigilo, permitindo o avanço da investigação.





