Polícia Civil pede internação de adolescente por morte do cão Orelha

Inquérito conclui que jovem agrediu animal na Praia Brava e outros quatro adolescentes responderão por maus-tratos.

A Polícia Civil de Santa Catarina solicitou, nesta terça-feira, 3 de fevereiro, a internação de um adolescente apontado como o principal responsável pela morte do cão comunitário Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis. A investigação, que ouviu 24 testemunhas, identificou o suspeito por meio de câmeras de monitoramento e contradições em seu depoimento. Outros quatro jovens também foram representados por envolvimento em agressões contra o cão Caramelo, que sobreviveu ao ataque ocorrido no início de janeiro.

O adolescente investigado chegou a viajar para o exterior logo após o crime, sendo interceptado pela polícia no aeroporto no dia 29 de janeiro. Durante a abordagem, familiares tentaram ocultar vestimentas utilizadas no dia da agressão, mas o jovem acabou admitindo a posse das peças. O cão Orelha, que vivia na região há cerca de 10 anos, morreu em decorrência de um grave trauma craniano provocado por objeto rígido ou chute. O caso segue sob segredo de Justiça, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A defesa dos adolescentes alega que as evidências apresentadas pela polícia são meramente circunstanciais e não constituem prova definitiva de autoria. Em nota, os advogados criticaram a “politização do caso” e afirmaram que a busca por culpados tem ocorrido a partir de investigações frágeis. Paralelamente ao processo principal, a Polícia Civil indiciou um advogado e dois empresários por suspeita de coação de testemunhas durante o curso das investigações no mês de janeiro.

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