A Polícia Civil do Rio Grande do Sul passou a tratar o desaparecimento de Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, e de seus pais, Isail e Dalmira Aguiar, como um caso de feminicídio e duplo homicídio. As vítimas estão desaparecidas desde o fim de janeiro, e as buscas se concentram em uma área entre Viamão e Cachoeirinha, com auxílio de mergulhadores e cães farejadores. O principal suspeito é o ex-marido de Silvana, um policial militar preso temporariamente nesta semana.
A investigação aponta que o relacionamento era marcado por conflitos judiciais pela guarda do filho do casal. Um elemento crucial para o avanço do inquérito é um telefone celular apreendido em um terreno baldio, contendo fotos de Silvana, cujos dados serão extraídos pela perícia nesta sexta-feira, 13 de fevereiro. A polícia acredita que as informações contidas no aparelho podem preencher lacunas sobre o destino da família e o possível envolvimento de terceiros na execução dos crimes.
Embora a defesa alegue colaboração, a polícia informou que o investigado e sua atual esposa não forneceram as senhas de seus dispositivos eletrônicos, dificultando o acesso ao conteúdo. O delegado regional Anderson Spier destacou que a análise pericial é fundamental para contextualizar os eventos e preencher lacunas na investigação. O suspeito deverá ser ouvido novamente na próxima semana, enquanto a atual companheira e a mãe do policial permanecem na condição de testemunhas.








