Mais de 80 cães foram resgatados em meio a condições insalubres; Justiça proíbe réu de cuidar de animais
Um caso que abalou Santa Catarina teve novo desdobramento: o protetor de animais de Biguaçu, na Grande Florianópolis, tornou-se réu por maus-tratos, após a descoberta de cães mortos armazenados em um freezer em seu sítio. A denúncia do Ministério Público foi aceita e o acusado tem dez dias para apresentar defesa. Além dos animais congelados, quase 80 cachorros foram encontrados vivos, em estado crítico, desnutridos e cercados por sujeira.
O caso veio à tona em agosto de 2025, durante uma operação policial que expôs a situação degradante no local. No dia seguinte à prisão, o homem foi solto sob a condição de não se envolver mais com cuidados animais. Seus advogados alegaram, na época, que o congelamento dos corpos teria sido uma tentativa de evitar a propagação de doenças entre os cães vivos. As autoridades, no entanto, classificaram o cenário como de negligência extrema.
Os animais resgatados foram acolhidos por ONGs, voluntários e uma clínica veterinária, passando por vacinação, castração e microchipagem. A intenção das instituições era promover a adoção responsável dos cães, embora ainda não haja confirmação sobre quantos já encontraram um novo lar. O caso continua gerando grande repercussão e levanta debates sobre fiscalização, responsabilidade e os limites da atuação de protetores independentes.








