Reforma trabalhista de Milei avança e prevê jornada de até 12 horas na Argentina

Projeto já passou pelo Senado e enfrenta forte reação sindical antes de votação decisiva

A proposta de reforma trabalhista do presidente Javier Milei deu mais um passo no Congresso argentino e deve ser analisada pela Câmara dos Deputados ainda nesta semana. O texto, que já recebeu aval do Senado, altera pontos centrais da legislação, incluindo a possibilidade de jornada diária de até 12 horas, mudanças no cálculo das indenizações por demissão, fracionamento das férias e restrições ao direito de greve.

Apresentada pelo governo como uma modernização das relações de trabalho, a iniciativa conta com respaldo de setores empresariais, que defendem a redução de custos e a criação de empregos formais. Por outro lado, centrais sindicais consideram as medidas uma ameaça a direitos consolidados e prometem mobilizações, incluindo greve geral no dia da votação, caso o texto avance sem modificações.

O Planalto argentino busca evitar qualquer alteração no conteúdo aprovado pelo Senado para impedir que o projeto retorne à Casa e atrase sua promulgação. A intenção é concluir a tramitação antes de 1º de março, data prevista para a abertura das sessões parlamentares. Mesmo que seja aprovado, o texto pode enfrentar questionamentos judiciais, já que sindicatos afirmam que as mudanças são inconstitucionais e representam retrocesso nas garantias trabalhistas.

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