Sequência de mortes de cães na região do Alto Jacuí levanta suspeita de possível envenenamento

Uma sequência de mortes de cães em Selbach tem causado apreensão entre moradores, protetores de animais e autoridades, após o registro de 10 óbitos em circunstâncias suspeitas, com sinais compatíveis com possível intoxicação. Os casos ocorreram em áreas próximas e em curto intervalo de tempo, o que intensificou o alerta na comunidade.

A situação começou a ganhar repercussão na quarta-feira da semana passada, quando moradores passaram a divulgar nas redes sociais o desaparecimento da cadela Mila, um animal comunitário bastante conhecido na região. A partir das buscas, surgiram relatos de outros cães desaparecidos na mesma localidade.

Segundo Mirian Maldaner, da ONG Cão Viver Selbach, os indícios mostraram que não se tratava de um caso isolado. “Quando fomos atrás da Mila, percebemos que outras pessoas começaram a relatar cães desaparecidos na mesma área”, explicou. Entre eles estava Fofo, que tinha tutor, mas circulava livremente pelo bairro e também era cuidado por moradores.

No dia seguinte, a situação se agravou com a informação de que a Secretaria de Obras recolheu três cães já sem vida. Conforme os relatos, os animais apresentavam sinais clínicos sugestivos de intoxicação, como salivação excessiva, e foram encontrados em pontos próximos. Um deles foi identificado posteriormente como Maria, cadela que constava entre as desaparecidas.

Além dos cães, um gato foi encontrado morto em outra área próxima, e moradores também relataram o desaparecimento de gatos comunitários. Em outro caso, a ONG recebeu denúncia sobre a desova de um cão no interior do município. O animal foi localizado enterrado em um saco plástico e reconhecido pela tutora, mas o estado avançado de decomposição impediu a confirmação da causa da morte.

Ainda no mesmo período, outro cão foi encontrado com vida, apresentando sinais graves de intoxicação. Ele chegou a ser encaminhado para atendimento veterinário, mas não resistiu. Este é, segundo a ONG, o único caso com laudo veterinário, apontando sinais clínicos compatíveis com intoxicação, embora sem confirmação laboratorial da substância envolvida.

Com o levantamento concluído, 10 casos de mortes de cães foram oficialmente registrados e comunicados à Polícia Civil, que abriu investigação. A Brigada Militar também acompanha a situação. Mirian reforça que, apesar dos indícios, não há provas materiais conclusivas em todos os casos. “São possíveis casos de envenenamento. O que temos são sinais clínicos e muitos episódios concentrados em pouco tempo”, destacou.

Enquanto as investigações seguem, o clima entre moradores e protetores é de insegurança e preocupação. A ONG Cão Viver Selbach segue monitorando os casos e orienta que qualquer informação seja repassada às autoridades ou comunicada de forma anônima à Brigada Militar ou à Polícia Civil.

Fonte: Rádio Cidade 104,9 e Jornal O Alto Jacuí

Big Churras

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