O socialista António José Seguro foi eleito presidente de Portugal neste domingo, conforme indicaram as projeções de boca de urna divulgadas após o encerramento da votação. Ex-líder do Partido Socialista (PS), Seguro conquistou entre 68% e 73% dos votos, segundo levantamento da Universidade Católica para a emissora pública RTP, superando com folga André Ventura, líder do Chega, partido identificado com a direita radical.
Durante a campanha, Seguro apostou em um discurso de moderação e apelo ao centro, estratégia que ampliou seu alcance para além do eleitorado tradicional da centro-esquerda. Ventura, que centrou sua candidatura em pautas como imigração e crítica ao sistema político, teve a derrota reconhecida rapidamente por aliados, embora dirigentes do Chega tenham destacado o crescimento do partido como força relevante no campo conservador português.
Embora Portugal adote um regime semipresidencialista, no qual o governo é conduzido pelo primeiro-ministro — atualmente Luís Montenegro, da coligação de centro-direita liderada pelo PSD —, o presidente exerce funções decisivas. Entre elas estão o veto a leis, a posse do chefe de governo e, em situações extremas, a dissolução do Parlamento. Apoiado por nomes influentes da política moderada, Seguro assume o cargo com a expectativa de atuar como fiador da estabilidade institucional em um cenário de governo minoritário.








