Temporal histórico eleva mortes para 22 em Minas e deixa 45 desaparecidos
Chuvas recordes provocam soterramentos, desabrigados e cenário de calamidade em Juiz de Fora e região

Minas Gerais enfrenta um dos episódios de chuva mais devastadores de sua história recente, com 22 mortes confirmadas após o forte temporal que atinge o estado desde segunda-feira (23). Somente em Juiz de Fora são 16 vítimas fatais, além de 45 pessoas desaparecidas, entre elas 17 moradores do Parque Burnier — local onde nove vítimas foram resgatadas com vida. A cidade contabiliza ainda 251 ocorrências, incluindo 20 soterramentos, e declarou estado de calamidade pública diante da gravidade da situação.
O volume de chuva impressiona. De acordo com a prefeita Margarida Salomão, fevereiro de 2026 já é o mês mais chuvoso da história do município, acumulando 584 milímetros, o dobro da média habitual. Como medida emergencial, três escolas municipais foram adaptadas para acolher os 440 desabrigados. Em Ubá, o transbordamento do Ribeirão Ubá, após 124 milímetros de chuva em apenas seis horas, provocou a morte de seis pessoas.
Os reflexos do temporal ultrapassam Minas Gerais. Em Peruíbe (SP), o acumulado de 282 milímetros em três dias deixou 290 desabrigados e 100 desalojados. Já em São João de Meriti (RJ), uma pessoa morreu e 600 moradores ficaram desalojados, levando o município ao estágio 5 de alerta máximo. O cenário reforça a dimensão dos impactos causados pelas chuvas intensas que atingem a região Sudeste.





