Vítima de feminicídio em Nova Prata solicitou medida protetiva há quase dez anos

Ex-marido de Roseli Vanda Pires Albuquerque possuía histórico de comportamento agressivo e já havia sido denunciado por cárcere privado

A investigação sobre a morte da ex-vereadora Roseli Vanda Pires Albuquerque, ocorrida na madrugada de sábado, 21 de fevereiro, revelou detalhes sobre o histórico de violência do agressor. Embora não houvesse uma medida protetiva vigente no momento do crime, a Polícia Civil confirmou que Roseli já havia solicitado proteção judicial em 2017. Na ocasião, Ari Albuquerque, com quem ela foi casada por quase 30 anos, chegou a mantê-la em cárcere privado, mas o casal acabou reatando a relação após o período da restrição.

De acordo com a perícia inicial, Roseli foi assassinada por estrangulamento em seu apartamento por volta das 3h30min. Ari, que foi encontrado morto no local, apresentava comportamentos descritos por investigadores como agressivos, manipuladores e machistas. Separados há cerca de seis meses, os dois mantinham convivência frequente devido ao filho de 26 anos, que possui Transtorno do Espectro Autista (TEA). Relatos indicam que o agressor aparentava estar sob efeito de álcool ao chegar à residência da servidora estadual.

Natural de Paraí e com trajetória política consolidada, Roseli foi a vereadora mais votada de Nova Prata e diretora na Secretaria de Esporte e Lazer do RS. A delegacia responsável pelo caso agora busca acessar os telefones celulares do casal para verificar se houve contatos ou discussões imediatas antes do crime. O episódio é tratado pelas autoridades como um caso clássico de violência doméstica cíclica, onde a exposição pública da vítima e o sentimento de posse do agressor contribuíram para o desfecho trágico.

Com informações do Jornal Correio do Povo.

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