Um levantamento da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) revelou que 142 cidades gaúchas enfrentam falta de diesel, situação que já compromete a prestação de serviços públicos. O número representa cerca de 45% dos municípios do estado, indicando um cenário de preocupação para as administrações locais.
Diante da escassez, muitas prefeituras passaram a priorizar atividades consideradas essenciais, principalmente o transporte de pacientes na área da saúde, enquanto outras ações foram suspensas. Serviços que dependem de máquinas e veículos pesados, como obras e manutenção de estradas, estão entre os mais afetados pela redução no fornecimento de combustível.
A alta nos preços do diesel está ligada ao aumento do valor do petróleo no mercado internacional, impulsionado por tensões no Oriente Médio. O barril do tipo Brent voltou a ultrapassar os US$ 100, pressionando os custos de importação e elevando o preço médio do combustível no Brasil, que chegou a R$ 7,26 por litro, o maior patamar registrado desde 2022.








