Natural de Nova Prata e ex-motorista de caminhão, Paulo descobriu em 2013 que tinha rim policístico. Após anos de acompanhamento médico, em 14 de março de 2024 ele iniciou tratamento no setor de diálise do Hospital São João Batista.
Durante o período de tratamento, a disciplina foi fundamental. Segundo a coordenadora da diálise, Silvana Toscan, Paulo sempre manteve cuidados rigorosos com hidratação, controle de peso entre as sessões e uso correto das medicações, fatores essenciais para que pudesse estar apto a receber um transplante.
Depois de cinco tentativas frustradas, a espera terminou em 20 de janeiro de 2026, quando ele recebeu um rim na Santa Casa de Porto Alegre. O órgão veio de um doador do estado de Rondônia.
Hoje, Paulo vive com um detalhe curioso: tecnicamente ele não passou por um transplante, mas por um enxerto, o que significa que continua com os dois rins originais e o novo órgão, totalizando três rins.
A recuperação tem sido positiva, mas exige cuidados constantes, como evitar exposição ao sol e poeira, contato com animais e aves, manter atenção à alimentação, hidratação e o uso contínuo de medicamentos imunossupressores.
Com a experiência que viveu, Paulo deixa um alerta importante:
“Um simples exame de creatinina pode salvar vidas.”
Grato pelo atendimento recebido, ele afirma que vestir a camiseta do Hospital São João Batista é uma forma de agradecer. Emocionado, resume sua trajetória:
“Eu renasci. E quero reforçar a importância da prevenção e da doação de órgãos.”
Atualmente, o setor de diálise do Hospital São João Batista atende mais de 50 pacientes de 15 municípios da região.
📷 Fotos: Sonia Reginato/HSJB e arquivo pessoal.








