O recém-eleito Líder Supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou nesta quinta-feira, 12 de março, que manterá a estratégia de retaliação contra Israel e Estados Unidos. Em mensagem lida pela mídia estatal, o sucessor de Ali Khamenei — morto em bombardeio no início do conflito — prometeu vingança individualizada por cada cidadão vitimado e garantiu a continuidade do fechamento do Estreito de Ormuz. A interrupção da via, por onde transita 25% do petróleo mundial, tem provocado instabilidade nos mercados globais e forçado nações a utilizarem estoques de emergência.
O novo chefe de Estado enfatizou que o suporte ao Eixo da Resistência, composto por grupos como Hamas e Hezbollah, é um valor inseparável da Revolução Islâmica. Khamenei ameaçou confiscar ou destruir bens de adversários caso não receba indenizações pelos danos econômicos da guerra. Além disso, o líder enviou um alerta aos países vizinhos que hospedam bases militares estadunidenses, sugerindo o fechamento imediato dessas instalações para evitar novos ataques, justificando que o Irã continuará alvejando exclusivamente pontos de onde partam agressões contra seu território.
A ascensão de Mojtaba Khamenei ocorre em um momento de crise familiar e política, após perder o pai, a esposa e outros parentes em ataques recentes. Ele foi escolhido pela Assembleia dos Especialistas, órgão composto por 88 clérigos que detém o poder de eleger ou destituir o ocupante do cargo máximo do país. Em seu apelo por unidade nacional, o aiatolá agradeceu aos combatentes iranianos por bloquearem tentativas de invasão e instou a sociedade a ignorar divergências internas para enfrentar o que classificou como as “ilusões de poder” do inimigo.








