O verão 2025/2026 em Veranópolis e região foi marcado por precipitação pluvial ligeiramente acima da média histórica, totalizando 491 milímetros de chuva, com desvio positivo de 41 milímetros em relação à Normal Climatológica Padrão 1991-2020. Apesar do volume superior, o período não foi considerado extremo, mas apresentou distribuição irregular das chuvas ao longo dos meses, com maior concentração em dezembro.
Dezembro de 2025 se destacou como um mês extremamente chuvoso, acumulando 284 milímetros, o que o colocou como o oitavo dezembro mais chuvoso desde 1956, segundo dados do Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Fruticultura (CEFRUTI). Nos meses seguintes, janeiro e fevereiro registraram volumes de chuva abaixo da média, embora sem desvios extremos.
Outro fator relevante foi a redução progressiva do número de dias com chuva ao longo do trimestre, passando de 15 dias em dezembro para apenas 6 dias em fevereiro. Essa diminuição impactou o aporte de água em sistemas agrícolas não irrigados, podendo ter provocado déficit hídrico e prejuízos ao desenvolvimento das culturas, especialmente em lavouras de verão.
Em relação à temperatura do ar, o período foi caracterizado por valores acima da média histórica, com destaque para dezembro e fevereiro, ambos com aumento médio de 1,3°C. As temperaturas máximas superaram 25°C em mais de 80% dos dias, mas não foram registradas ondas de calor, já que não houve sequência prolongada de temperaturas extremas conforme os critérios internacionais.
As condições de radiação solar e insolação também apresentaram comportamento favorável. Em média, foram registradas 8,5 horas de sol por dia durante o verão, com picos superiores a 13 horas em alguns momentos. Janeiro se destacou pela elevada disponibilidade de radiação solar, registrando o maior valor do período e superando a média histórica.
Para a viticultura, o indicador mais relevante foi o Índice Heliopluviométrico (IHP), utilizado para avaliar as condições de maturação das uvas. Na safra 2025/2026, o índice alcançou 1,5, valor considerado favorável à maturação, e superior ao registrado na safra anterior. Apesar disso, o resultado foi influenciado pela alta precipitação registrada em dezembro, enquanto janeiro e fevereiro apresentaram condições classificadas como ótimas para o desenvolvimento das uvas destinadas à produção de vinhos finos.
De forma geral, o levantamento aponta que o verão 2025/2026 apresentou clima dentro da normalidade, com chuvas acima da média, temperaturas mais elevadas e condições adequadas para a produção agrícola e vitícola, embora com períodos de menor disponibilidade hídrica que exigem atenção dos produtores rurais.
Fonte: DDPA / CEFRUTI / SEAPI








