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Empregadores da Serra Gaúcha entram em lista nacional por trabalho em condições análogas à escravidão

O Ministério do Trabalho e Emprego atualizou o cadastro conhecido como “Lista Suja” do trabalho escravo, incluindo 169 novos empregadores em todo o país e elevando para 613 o total de nomes atualmente registrados. No Rio Grande do Sul, nove empregadores passaram a integrar o documento, com ocorrências registradas entre 2020 e 2025 em cidades como Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Vacaria, Porto Alegre, Gravataí, Sapucaia do Sul, Eldorado do Sul e Pelotas.

Entre os casos gaúchos, o episódio com maior número de trabalhadores resgatados ocorreu em Bento Gonçalves, onde uma operação realizada em fevereiro de 2025 identificou 18 indígenas da etnia Kaingang vivendo em condições consideradas degradantes durante a safra da uva. O grupo havia sido recrutado com promessas de emprego formal, moradia e pagamento diário, mas acabou alojado em estruturas precárias, sem condições adequadas de higiene e segurança.

Segundo o governo federal, a inclusão na lista só ocorre após a conclusão de processo administrativo que garante direito de defesa aos empregadores, e os nomes permanecem publicados por dois anos. O cadastro, criado em 2003, é considerado uma ferramenta de transparência e combate ao trabalho escravo contemporâneo, prática que já resultou no resgate de mais de 68 mil trabalhadores no Brasil desde 1995.

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