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Ex-presidente do BRB é preso em operação que investiga fraude de R$ 12,2 bilhões

A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira, 16 de abril, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, durante um desdobramento da Operação Compliance Zero. A investigação aponta a existência de um esquema de fraude financeira estruturado para “abafar a fiscalização” do Banco Central. Segundo o inquérito, o BRB teria realizado operações inconsistentes que somam R$ 12,2 bilhões com o Banco Master, utilizando empresas de fachada para manter a liquidez da instituição privada enquanto uma proposta de compra era analisada pela autoridade monetária.

O Ministério Público Federal (MPF) detalha que o esquema envolvia a venda de carteiras de crédito sem o devido lastro financeiro, em uma manobra descrita como “engenharia contábil e financeira”. Os investigadores identificaram o uso da empresa Tirreno, criada no final de 2024, como um suporte para viabilizar a captação de recursos de forma irregular. Mesmo após ressalvas do Banco Central, o volume de exposição do BRB a ativos ligados ao controlador do Master ultrapassou drasticamente o limite legal permitido, que é estimado em R$ 1,1 bilhão.

Costa, que já havia sido demitido do cargo em novembro pelo governador Ibaneis Rocha, nega qualquer irregularidade. Em nota oficial, o BRB afirmou reafirmar seu compromisso com a ética e a integridade na condução de suas atividades, enquanto a defesa do executivo contesta as acusações. A operação desta quinta-feira reforça o cerco às transações atípicas entre as instituições, que totalizaram R$ 16,7 bilhões entre julho de 2024 e outubro de 2025 sob suspeita de crimes financeiros.

Com informações do Portal O Sul.

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