A Polícia Civil de São Paulo encerrou o inquérito que investiga um piloto de 60 anos suspeito de liderar uma rede estruturada de exploração sexual de crianças e adolescentes. O relatório final, enviado ao Ministério Público (MPSP) na sexta-feira, 3 de abril, detalha uma atuação criminosa complexa. O investigado foi indiciado por crimes como estupro de vulnerável, produção e compartilhamento de pornografia infantojuvenil, aliciamento, organização criminosa e favorecimento à prostituição de menores.
As apurações revelaram que o indiciamento foi individualizado por vítima, o que evidencia a extensão dos abusos e pode fazer com que o suspeito responda por mais de 100 crimes. Além das acusações de abuso direto, o homem é investigado por coação no curso do processo e falsa identidade. A estrutura da rede permitia a manutenção de um fluxo contínuo de conteúdos ilícitos e exploração, afetando um número expressivo de jovens ao longo do tempo.
O caso agora está sob análise do Ministério Público, que decidirá sobre o oferecimento da denúncia formal à Justiça e a manutenção da prisão preventiva dos envolvidos. A Polícia Civil ressaltou que novas vítimas podem surgir conforme o desdobramento do processo e a análise dos materiais apreendidos. Até o momento, o esquema é tratado pelas autoridades como uma das maiores organizações de exploração sexual infantojuvenil identificadas recentemente no estado.








