A Justiça autorizou, nesta quarta-feira, 15 de abril, o pedido de interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos. A solicitação foi protocolada em conjunto pelos três filhos do político — Paulo Henrique, Luciana e Beatriz — em decorrência do agravamento de seu estado de saúde. FHC, que governou o Brasil entre 1995 e 2002, sofre da doença de Alzheimer em estágio avançado, o que motivou a medida legal.
Com a decisão, o filho Paulo Henrique Cardoso foi nomeado curador provisório do ex-presidente. A partir de agora, ele assume a responsabilidade legal pelos atos civis, pela gestão da vida financeira e pelo patrimônio do pai. A petição, assinada por advogados do escritório Bermudes, incluiu laudos médicos e depoimentos de pessoas próximas que atestam a incapacidade civil do ex-mandatário diante do delicado quadro clínico.
A interdição reflete o avanço de uma condição de saúde que já vinha sendo acompanhada pela família há décadas. Além dos laudos médicos, o processo destacou que os filhos sempre foram os responsáveis diretos pelos cuidados do pai. Fernando Henrique Cardoso é reconhecido historicamente como um dos autores do Plano Real, e sua interdição marca um momento delicado na trajetória de uma das figuras mais influentes da política brasileira contemporânea.
