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Supertufão no Pacífico acende alerta para possível novo ciclo de chuvas intensas no Sul

Nasa, divulgação

Um supertufão com ventos de até 280 km/h, considerado o mais intenso do mundo em 2026 até agora, chamou a atenção de especialistas por se formar em águas excepcionalmente quentes do Pacífico Oeste, próximas à Indonésia e à Austrália. Embora não represente risco direto ao Brasil, o fenômeno é visto como um sinal importante de mudanças no comportamento climático global, especialmente pela grande quantidade de energia acumulada no oceano.

Meteorologistas explicam que esse tipo de tempestade pode funcionar como um gatilho para a formação do El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico e que costuma provocar períodos mais chuvosos e instabilidade climática no Sul do Brasil. Modelos internacionais indicam a possibilidade de um evento de grande intensidade entre o fim de 2026 e o início de 2027, potencialmente um dos mais fortes já registrados em mais de um século.

Apesar das projeções, especialistas destacam que os efeitos mais significativos não devem ocorrer imediatamente, com maior preocupação concentrada na primavera, entre setembro e novembro, quando o fenômeno tende a se consolidar. O cenário atual exige monitoramento constante, já que o aquecimento dos oceanos aumenta a energia disponível na atmosfera e pode intensificar eventos climáticos extremos, embora não seja possível afirmar que situações passadas se repetirão da mesma forma.

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