O jornalista e escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, foi indiciado pela Polícia Civil nesta quinta-feira, 7 de maio, pelo crime de discriminação religiosa praticada pela internet. A investigação, conduzida pela Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância, baseou-se em um vídeo publicado em janeiro de 2026, no qual o profissional afirmou que evangélicos não deveriam votar e utilizou termos como “nefastos e desprezíveis” para qualificar o grupo. Por ordem judicial, o conteúdo foi removido das plataformas digitais.
Durante o interrogatório formal, o jornalista optou por permanecer em silêncio. A defesa de Bueno sustenta que as declarações foram feitas dentro dos limites da liberdade de expressão e do pensamento, possuindo finalidade jocosa e caráter de crítica abstrata. Segundo os advogados, não houve preconceito à liberdade religiosa e o indiciamento deverá ser revisado pelo Poder Judiciário assim que o caso for remetido ao Ministério Público.
O indiciamento fundamenta-se na Lei Federal 7.716/89, que tipifica crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, incluindo a discriminação religiosa. Eduardo Bueno, que possui uma trajetória consolidada como tradutor e historiador em seu canal no YouTube, agora aguarda o desdobramento do inquérito na justiça. O caso ganha repercussão por envolver o debate sobre os limites entre a liberdade de manifestação e a intolerância contra grupos religiosos no ambiente digital.
