O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul concedeu liberdade provisória ao jovem de 26 anos suspeito de matar a própria avó, Cecilia Zonta de Castro, de 72 anos, no bairro Bom Jesus, na Zona Leste de Porto Alegre. O crime ocorreu na sexta-feira, 22 de maio, após o homem supostamente sofrer com a falta de sono devido à agitação da idosa durante a madrugada. A vítima, que estava com a saúde debilitada, mas lúcida, morava com o neto e o marido, e a suspeita inicial da investigação é de que a morte tenha sido causada por asfixia.
O suspeito havia sido preso em flagrante após procurar o 11º Batalhão da Brigada Militar e confessar o ato aos policiais. Na decisão judicial que determinou a soltura no domingo, 24 de maio, foram impostas medidas cautelares rigorosas, que incluem a proibição de aproximação do avô e a obrigatoriedade de o jovem mudar de endereço. O monitoramento do investigado será realizado por meio do uso de tornozeleira eletrônica.
A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio, mas a defesa do jovem contesta a qualificação do crime e afirma que não há elementos para sustentar essa tese. Em nota oficial, as advogadas do acusado ressaltaram que ele abdicou de sua rotina por cinco anos para se dedicar exclusivamente aos cuidados dos avós e que possui boa índole, sendo querido por familiares e vizinhos. O Instituto-Geral de Perícias (IGP) realizou os exames técnicos no local do crime para subsidiar o andamento do inquérito processual.
