A Petrobras anunciou um reajuste médio de 19,2% no preço do gás natural vendido às distribuidoras, com vigência iniciada na sexta-feira, 1º de maio. A atualização decorre da política trimestral da estatal, que vincula os contratos à cotação do petróleo tipo Brent e à variação do dólar. O aumento incide sobre a parcela do produto comercializada pela companhia, refletindo o cenário de pressão nos preços globais de energia após um período de quedas no início do ano.
O impacto final ao consumidor depende de fatores como impostos, transporte e as margens das distribuidoras estaduais, o que pode gerar variações regionais no repasse. O reajuste atinge diretamente o gás natural veicular (GNV), o consumo industrial e o gás canalizado para residências e comércios. É importante destacar que o gás de cozinha (GLP), comercializado em botijões, não faz parte deste ajuste e segue uma política de preços independente.
A estatal reforça que a dinâmica de preços acompanha as regras contratuais vigentes e novos reajustes podem ocorrer ao longo de 2026, conforme as oscilações do mercado externo. O movimento atual é visto como uma recomposição de valores diante da retomada da valorização das commodities e da moeda americana. Até o momento, o cenário permanece atrelado aos patamares elevados de operação do petróleo no mercado internacional.








