Três denunciados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) irão a julgamento pelo Tribunal do Júri a partir de segunda-feira, 29 de junho, em São Gabriel. A sessão deve durar entre três e quatro dias.
Os réus respondem por homicídio qualificado, por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, no caso que vitimou Gabriel Marques Cavalheiro, de 18 anos.
De acordo com a denúncia do MPRS, Gabriel foi abordado pelos acusados, que à época eram policiais militares em serviço, no dia sexta-feira, 12 de agosto, após um chamado de ocorrência sobre perturbação em via pública.
Conforme a investigação, o jovem teria sido submetido a agressões físicas, incluindo golpes na região cervical. Ainda segundo a apuração, Gabriel foi colocado em uma viatura e, depois disso, não foi mais visto com vida.
O corpo do jovem foi localizado dias depois, em sexta-feira, 19 de agosto, em um açude na localidade de Lava Pé, em São Gabriel.
Em decisão proferida em outubro de 2025, o comandante-geral da Brigada Militar (BM) reconheceu os denunciados como incapazes de permanecer nas fileiras da corporação. A decisão foi encaminhada ao governador do Estado.
No julgamento, serão ouvidas cinco testemunhas de acusação e cinco testemunhas de cada um dos réus, totalizando 20 pessoas. Depois disso, os três denunciados serão interrogados.
O MPRS afirma que o conjunto probatório comprova a materialidade e a autoria do homicídio de Gabriel e que atuará pela condenação dos acusados.
A promotora de Justiça Maria Fernanda Rabelo afirmou que o julgamento possui significado para toda a sociedade. “O MPRS levará ao Tribunal do Júri uma acusação firme, construída sobre as provas produzidas ao longo do processo, em busca da responsabilização dos autores e de uma resposta compatível com a gravidade dos fatos”, destacou.
Segundo a promotora Karine Teixeira, após anos de investigação e instrução processual, o homicídio finalmente chega a julgamento, aguardado pela família e pela sociedade gaúcha. Ela afirmou que o MPRS seguirá na defesa da vida e na busca por justiça.
O promotor Eugênio Paes Amorim também destacou a atuação do Ministério Público no caso. “Vamos a São Gabriel na defesa da vida e de outros valores muito caros à sociedade gaúcha”, afirmou.
Fonte: Ministério Público do Rio Grande do Sul.








