Os Correios fecharam 11 agências no Rio Grande do Sul entre o final de maio e o início de junho de 2026. O encerramento das atividades atingiu unidades nos municípios de Caxias do Sul, Gramado, Rio Grande, Triunfo, São Leopoldo, Derrubadas e Porto Alegre, que concentrou quatro fechamentos. A estatal informou que o atendimento à população segue garantido por outras agências nessas cidades e que não há previsão oficial de novas desativações. Apesar disso, moradores manifestam insatisfação e o sindicato da categoria alerta que centros de distribuição na capital também podem ser afetados.
A redução das operações ocorre em decorrência de uma severa crise econômica. A empresa registrou um prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, somando-se ao saldo negativo de R$ 8,5 bilhões acumulado em 2025. O plano nacional de reestruturação prevê o fechamento de até mil das cerca de seis mil agências próprias do país, além de venda de ativos, corte de despesas e captação de um empréstimo de R$ 12 bilhões com o Tesouro Nacional realizada no final de 2025 para reforçar o caixa corporativo.
Para recuperar a sustentabilidade financeira frente à concorrência privada no setor de logística, os Correios também ampliaram o Programa de Demissão Voluntária (PDV). A expectativa é atingir 15 mil desligamentos em todo o país até o fim de 2027. Atualmente, a estatal possui 80 mil empregados diretos no Brasil, sendo 5,1 mil profissionais no território gaúcho, dos quais cerca de 85 já aderiram ao programa de desligamento voluntário até o momento.








