A investigação sobre o desaparecimento da família Aguiar ganhou um novo desdobramento nesta terça-feira (30), quando uma denúncia anônima levou equipes à região da Praia do Paquetá, em Canoas. Desde a manhã, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e Brigada Militar atuam no local em busca de Silvana de Aguiar, 48 anos, e de seus pais, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira de Aguiar, 70, desaparecidos há mais de cinco meses.
Mesmo com o inquérito policial concluído em abril, as apurações seguem em andamento. Segundo o delegado Anderson Siper, ainda há análises de dados sendo finalizadas, embora nada novo tenha alterado o que já havia sido levantado. As buscas começaram por volta das 10h e devem contar com o apoio de cães farejadores, conforme a mobilização das autoridades no ponto indicado pela denúncia.
Moradores de Cachoeirinha, Silvana e os pais não são vistos desde os dias 24 e 25 de janeiro. O caso tramita na Justiça do Rio Grande do Sul e está na fase de resposta à acusação pelas defesas. O policial militar Cristiano Domingues Francisco, ex-marido de Silvana e principal suspeito, permanece preso. A atual esposa dele, Milena Tainá Ruppenthal Domingues, e o irmão, Wagner Domingues Francisco, também são réus e respondem em liberdade. A investigação trata o caso como feminicídio e duplo homicídio, além de apurar crimes como ocultação de cadáver, fraude processual, furto, associação criminosa e falsidade ideológica.
