Encargos setoriais puxam reajuste da RGE, que será três vezes maior que a inflação

Aumento aprovado pela Aneel chega a 16,06% em média e passa a valer nesta sexta-feira para milhões de consumidores no Rio Grande do Sul

O reajuste da tarifa de energia da RGE terá como principal fator de pressão os encargos setoriais, especialmente os custos ligados a políticas públicas bancadas pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Entre os itens que pesaram na conta estão subsídios do setor elétrico e a ampliação da tarifa social. A Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou aumento médio de 16,06%, percentual equivalente a cerca de três vezes a inflação, com aplicação a partir desta sexta-feira (19).

Além dos encargos, a Aneel apontou outros componentes que contribuíram para a alta, como os custos de transporte e compra de energia elétrica e fatores financeiros previstos no cálculo tarifário. Também há um impacto específico do Rio Grande do Sul: parte do reajuste que deixou de ser aplicada em 2024, em razão das enchentes, segue sendo recomposta nas tarifas. Segundo a agência, esse repasse continuará ocorrendo até 2027.

O aumento atingirá cerca de 3,19 milhões de clientes da distribuidora no Estado. Para consumidores residenciais, o reajuste será de 14,97%; na baixa tensão, de 14,93%; e, para clientes de alta tensão, como grandes empresas e indústrias, de 19,02%. No ano passado, a RGE já havia recebido reajuste de 14%, também considerado elevado.

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