Estudantes ajudam a tornar escolas da Rede Estadual mais resilientes com plano de contingência para eventos climáticos

Participação dos jovens fortalece cultura de prevenção e cuidado nas comunidades escolares

Estudantes ajudam a tornar escolas mais resilientes por meio do Plano de Contingência Escolar para Eventos Climáticos (Plancon Escolar) – instrumento de gestão que prepara instituições da Rede Estadual para enfrentar situações de emergência meteorológica – envolve não apenas as equipes diretivas das escolas. A construção do plano inclui, na prática, toda a comunidade escolar.

A participação dos jovens faz parte da metodologia adotada pela Secretaria da Educação (Seduc), que entende a construção dos Plancons como um processo coletivo. Para apoiar as escolas, a Seduc promove formações continuadas com gestores e equipes escolares, orientando a elaboração dos planos e incentivando o envolvimento dos estudantes em todas as etapas.

Por meio de oficinas, debates, atividades de mapeamento e discussões sobre riscos presentes em seus territórios, os estudantes passaram a refletir sobre temas relacionados à prevenção, à proteção da comunidade escolar e aos impactos dos eventos climáticos extremos. A proposta busca fortalecer uma cultura de cuidado que alcance também as famílias e comunidades.

Na Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) Roberto Silveira, de Cachoeirinha, e na Escola Estadual de Ensino Fundamental (EEEF) Souza Lobo, de Porto Alegre, os estudantes participam de forma ativa da elaboração de ações de prevenção e resposta previstas nos planos. Desse modo, é a própria visão estudantil que também contribui para tornar os ambientes escolares mais seguros e preparados para situações de emergência.

Esta matéria é a segunda de uma série de três a respeito do Plancon Escolar, uma das ações do governo gaúcho que visa tornar a Rede Estadual de Educação mais preparada para eventos meteorológicos extremos.

Desenho da planta da Escola | Resiliência climática nas escolas do RS | Plancon RS | jun26

Na EEEM Roberto Silveira, os estudantes analisaram temas do guia de elaboração de planos de contingência e, com professores de História e Geografia da escola, realizaram pesquisas, apresentaram trabalhos e produziram cartazes sobre prevenção e segurança. Também desenharam a planta da instituição para compreender melhor o espaço e as rotas de evacuação.

Os anos iniciais participam de forma lúdica, com atividades adaptadas; na Educação de Jovens e Adultos (EJA), foram elaborados um jornal informativo sobre o tema. Alunas do 9º ano destacaram que o Plancon é essencial para orientar a comunidade antes, durante e depois de situações de risco.

Na EEEF Souza Lobo, a comunidade escolar já realizou diversas simulações de emergência com apoio dos bombeiros. Estudantes ressaltaram que o passo a passo da simulação ficou marcado, reforçando a sua preparação para casos de emergência.

A Seduc desenvolveu o Plancon Escolar para enfrentar os desafios dos eventos climáticos extremos que atingiram o Rio Grande do Sul. O projeto faz parte das Escolas Resilientes do governo do Estado e promove quatro eixos: Planos de Contingência Escolar, Infraestrutura Escolar Resiliente, Currículo Adaptado e Ações de Acolhimento e Escola Sensível ao Trauma.

O protagonismo dos estudantes é central, com foco na colaboração, informação e participação cidadã. Desde 2024, a Seduc promove formações continuadas, materiais orientadores e parcerias com a Defesa Civil, o Instituto Alana e a Vozes da Educação, com o objetivo de apoiar a elaboração dos planos nas escolas da Rede Estadual. Atualmente, o projeto está em implementaçã­o em 87 instituições, com previsão de expansão para toda a rede.

Texto: Ascom Seduc | Edição: Felipe Borges/Secom

Fonte: Seduc

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