O Governo do Estado do Rio Grande do Sul e a Sulgás apresentaram, nesta quinta-feira, 18 de junho, no Palácio Piratini, o plano de investimentos para 2026, que visa ampliar o acesso dos gaúchos ao gás natural e consolidar a segurança energética do estado. O projeto já recebeu aprovação da Sema e aguarda deliberação da Agergs.
A Sulgás projeta investir R$ 163,7 milhões em 2026, o maior volume já registrado pela empresa. Em 2021, último ano sob gestão estatal, o investimento foi de R$ 46 milhões. O aporte reforça a expansão da rede de gasodutos e a base de clientes, fortalecendo a transição para uma matriz energética mais limpa.
Entre os destaques, está a expansão para os Vales do Taquari e do Rio Pardo, com a construção de 190 km de rede subterrânea entre Triunfo e Charqueadas, incluindo Lajeado e Santa Cruz do Sul. As obras devem começar em novembro deste ano e se estender entre sete e dez anos, atendendo indústrias, comércios e residências, além de fortalecer a segurança energética da região.
Também haverá ampliação da rede já existente, com previsão de 84,4 km de novas obras em 2026, distribuídos em Região Metropolitana (69,4 km), Serra Gaúcha (9,3 km) e Região das Hortênias (5,7 km).
O plano contempla ainda o polo de biometano com o Sulgás BioHub, em Esteio, e ações para estimular o uso de biometano em Passo Fundo e o programa Corredores Verdes, ampliando pontos de abastecimento rápido de GNV para transporte mais limpo. O presidente da Sulgás afirmou que a privatização da empresa permitiu investimentos mais ágeis sem abrir mão da regulação pública.
Segundo o governador Eduardo Leite, a privatização da Sulgás demonstra que o Estado pode investir de forma eficiente por meio de concessão privada, com regulação para garantir melhoria no serviço e segurança. O CEO Marcelo Leite destacou que o novo patamar de investimentos reforça o papel da Sulgás no desenvolvimento econômico, segurança energética e transição para uma matriz mais limpa.
A secretária Marjorie Kauffmann ressaltou que o modelo público-privado, aliado à regulação da Agergs e à supervisão da Sema, estrutura uma expansão sustentável da rede de gás e de energias renováveis no estado.
Texto: Ascom Sulgás | Edição: Secom
Fonte: Sulgás








