A redução do preço internacional do petróleo levou o governo federal a começar a desmontar as medidas emergenciais criadas para conter a alta dos combustíveis. A primeira mudança será o fim da subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel, que deixa de valer a partir desta quarta-feira, 1º de julho, conforme anúncio feito nesta terça-feira, 30 de junho de 2026.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o barril do petróleo Brent voltou a ser negociado perto de US$ 70, patamar semelhante ao registrado antes da crise envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Com isso, a equipe econômica passou a avaliar diariamente a necessidade de manter os auxílios. Continuam em vigor, por enquanto, o subsídio de R$ 1,12 por litro do diesel, o benefício de R$ 0,44 por litro da gasolina, o auxílio ao gás de cozinha, além das desonerações sobre biodiesel e querosene de aviação.
O governo afirma que a retirada gradual também busca proteger o equilíbrio das contas públicas e manter o compromisso com a meta fiscal de 2026. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, destacou que a queda do petróleo reduz receitas extras ligadas a royalties e tributos, o que torna mais difícil sustentar os incentivos. A expectativa é que, se os preços internacionais permanecerem estáveis, novas reduções nos subsídios ao diesel e à gasolina possam ocorrer nas próximas semanas, sem impacto expressivo ao consumidor, segundo a ANP.
