A circulação de imagens mostrando um líquido escuro sendo despejado no Rio Tramandaí, no litoral norte, provocou preocupação entre moradores e repercutiu nas redes sociais. A publicação foi compartilhada pela vereadora suplente Renata Franki (PT), de Imbé, que tratou o caso como possível irregularidade ambiental e questionou a fiscalização no local, sugerindo que o material poderia ser esgoto.
Em entrevista ao Canal R1, o secretário de Meio Ambiente de Imbé, Gilcimar Amando, negou que o líquido seja esgoto ou efluente contaminante. Segundo ele, trata-se de água retirada de cisternas em construção pela Corsan/Aegea em áreas próximas ao rio, incluindo pontos como a Avenida Nilza Costa Godoy. O secretário explicou que as escavações chegam a cerca de 15 metros de profundidade e, por causa do lençol freático raso na região litorânea, as estruturas acumulam grande volume de água durante a noite.
De acordo com Gilcimar, a empresa terceirizada recolhe essa água em caminhões-tanque e depois a devolve ao rio para permitir a continuidade dos trabalhos nas cisternas. Ele reforçou que o procedimento não envolve despejo de esgoto e afirmou que a empresa possui todas as licenças ambientais exigidas por lei. O secretário também informou que o local já passou por vistoria da Patrulha Ambiental.








