O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira, 19 de junho, o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro no caso da arma de fogo encontrada com um de seus seguranças. A investigação é conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal.
Moraes atendeu ao pedido feito pelo delegado Thiago Boing, responsável pelo caso. A oitiva será realizada de forma presencial na terça-feira, 23 de junho, às 15h, na residência de Bolsonaro, onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar.
Segundo a investigação, houve tentativa de intimação anterior, mas o delegado informou ter sido impedido pela equipe de segurança do ex-presidente.
Na mesma decisão, Moraes deu prazo de 48 horas para que a defesa de Bolsonaro informe se os agentes responsáveis pela segurança pessoal do ex-presidente são dispensados durante o período noturno.
A arma foi apreendida às 23h30 da segunda-feira, 15 de junho, durante uma abordagem a um Honda Civic em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga. Na ação, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e afirmou que a arma pertencia ao ex-presidente.
Durante a blitz, também foi localizado um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9 milímetros. O motorista foi conduzido a uma delegacia, onde declarou que a arma havia sido entregue a ele em razão de uma pane. Em depoimento, relatou ainda que retirou a pistola no próprio dia 15 para realizar o reparo e que o armamento seria devolvido no dia seguinte.
A defesa de Bolsonaro reconheceu que o ex-presidente é proprietário da arma e afirmou que ela foi deixada com o segurança para ser levada ao conserto. Segundo os advogados, Bolsonaro não está proibido de manter o armamento em casa.
Fonte: Agência Brasil








