Uma mulher de 38 anos que se apresentava como uma menina de 11 ou 12 anos passou mais de dois meses acolhida por famílias no Rio Grande do Sul, segundo denúncia do Ministério Público obtida pela RBS TV. Ela teria usado documentos falsos e relatos de vulnerabilidade para receber ajuda em diferentes cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre, além de acessar serviços voltados à proteção de crianças e adolescentes.
Conforme a investigação, a mulher foi atendida inicialmente por serviços de assistência social em Caxias do Sul, em dezembro de 2020, quando afirmou estar sozinha no Estado. Depois, em 2021, buscou apoio por meio de redes sociais e foi recebida por um casal ligado a uma igreja em São Leopoldo, onde permaneceu por mais de 40 dias. Ao deixar o local, segundo o MP, teria levado dinheiro e um documento pertencente a uma moradora da casa.
Meses depois, ela teria procurado novamente ajuda, desta vez em Cachoeirinha, onde ficou cerca de 25 dias na casa de outra pessoa sensibilizada pela história apresentada. O caso passou a ser acompanhado pelo Conselho Tutelar e por serviços públicos, até que suspeitas surgiram durante atendimentos em um hospital de Porto Alegre. Um exame papiloscópico confirmou posteriormente que a suposta adolescente era, na verdade, uma adulta. O processo no RS, que havia sido suspenso após ela deixar o sistema prisional e não ser localizada, teve retomada solicitada pelo Ministério Público após uma prisão recente em Santa Catarina.








