Uma operação da Polícia Civil contra crimes cibernéticos mobilizou as forças de segurança em Vacaria. Coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) do município, a Operação Haridade teve como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas de alcance nacional.
A ofensiva mobilizou cerca de 60 policiais civis e militares, além de 20 viaturas, para o cumprimento de mandados de prisão e de busca. A ação também resultou no confisco de um imóvel e de um carro de luxo, além do bloqueio judicial de aproximadamente R$ 8 milhões em contas bancárias.
As investigações tiveram início em outubro de 2025 e revelaram que a organização criminosa atuava há pelo menos três anos. Conforme a Polícia Civil, o grupo era liderado por um hacker de 26 anos.
Segundo a investigação, a quadrilha gerava limites fictícios em contas bancárias para desviar dinheiro. Os valores eram utilizados para o pagamento de boletos de terceiros, mediante cobrança de uma porcentagem.
O grupo também lucrava com dados vazados de cartões de crédito adquiridos pela internet. Com essas informações, os investigados compravam celulares de alto valor e produtos de grife para revenda. A Polícia Civil também apurou o uso de cartões clonados para custear diárias em resorts e hotéis sofisticados, além de passagens aéreas revendidas por valores abaixo do mercado.
Para dificultar o rastreamento, o dinheiro era pulverizado em contas de laranjas, sacado em espécie ou convertido em criptomoedas e moedas estrangeiras.
O líder do esquema, que já possui antecedentes por furto, violência doméstica e tráfico, também é investigado por envolvimento na negociação de armas de fogo de grosso calibre, como fuzis. Parentes próximos teriam auxiliado na ocultação de bens e na movimentação financeira.
A Draco identificou conexões da rede criminosa com investigados de vários estados. Entre os comparsas, está um homem preso em São Paulo em 2025, conhecido por vender cursos na internet com orientação para a prática de golpes digitais.
Fonte: Polícia Civil








