A Secretaria do Patrimônio da União iniciou medidas para impedir o acesso à Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, após a morte de Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, durante um salto de rope jump realizado no sábado (13). A estrutura, localizada em um antigo ramal ferroviário entre Limeira e Cordeirópolis, nunca foi ativada e há mais de dez anos é usada de forma irregular para esportes radicais. Como a demolição pode depender de licitação e licenciamento ambiental, a primeira providência será reforçar o bloqueio com barreiras físicas mais difíceis de remover.
Representantes da SPU, da Advocacia-Geral da União e das prefeituras de Limeira e Cordeirópolis se reuniram para discutir uma solução definitiva. A retirada das cabeceiras da ponte, que são os aterros de acesso, foi apresentada como medida inicial até que seja possível planejar a eventual implosão. Os municípios também se comprometeram a abrir valetas para dificultar a passagem até o local. As administrações municipais defendem a demolição da estrutura como forma de evitar novos acidentes, enquanto a SPU informou que vai reforçar a sinalização e acionar a Polícia Federal para apurar eventos anunciados nas redes sociais e atividades clandestinas na área.
A morte da jovem levou à prisão de três responsáveis pela atividade, e a investigação segue em andamento. Segundo a polícia, ela foi lançada sem estar presa às cordas de segurança. A defesa dos detidos afirma que o grupo atuava havia anos e seguia protocolo, mas eles não souberam explicar por que a fixação não teria sido verificada naquele dia. A ponte já havia registrado outros acidentes, incluindo mortes e feridos graves. O caso também reacendeu o debate sobre o rope jump, modalidade que não possui regulamentação específica no Brasil nem fiscalização própria, apesar de envolver equipamentos e procedimentos de alto risco.








