Porte de arma pode ter regra flexibilizada com proposta em avanço no Congresso

Mudança aprovada em comissão da Câmara dá mais peso à declaração de risco feita pelo próprio cidadão, mas ainda precisa passar por novas etapas antes de valer

A discussão sobre o porte de arma no Brasil ganhou novo capítulo no Congresso Nacional. Um projeto aprovado pela Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados propõe modificar a forma como o cidadão comprova a chamada “efetiva necessidade” para conseguir autorização. Pela proposta, uma declaração formal do próprio solicitante, afirmando estar em situação de risco à integridade física, poderá servir como base para o pedido de posse ou porte de arma de fogo.

Hoje, a autorização depende de análise da Polícia Federal, que avalia caso a caso a justificativa apresentada. Mesmo com todos os documentos entregues, o pedido pode ser negado se o órgão entender que o risco não foi comprovado. Defensores da mudança afirmam que a nova regra reduziria a subjetividade do processo. Ainda assim, outros requisitos continuariam obrigatórios, como aptidão psicológica, capacidade técnica para manuseio, certidões negativas, documentação regular, ausência de impedimentos criminais e registro legal da arma.

A proposta, porém, ainda não está em vigor. Para virar lei, o texto precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça, pelo plenário da Câmara, pelo Senado Federal e, depois, seguir para sanção presidencial. Enquanto isso, seguem valendo as normas atuais. A posse permite manter a arma em casa ou em estabelecimento registrado no nome do cidadão, enquanto o porte autoriza circular com o armamento fora desses locais, inclusive em espaços públicos, desde que haja autorização legal.

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