Queda de balão em Praia Grande completa um ano sem conclusão das investigações

Tragédia que deixou oito mortos em Santa Catarina ainda tramita sob segredo de Justiça e famílias cobram responsabilização

Um ano após a queda de um balão em Praia Grande, no Sul de Santa Catarina, familiares das vítimas ainda aguardam respostas sobre a tragédia que matou oito pessoas em 21 de junho de 2025. A aeronave transportava 21 ocupantes quando pegou fogo poucos minutos depois da decolagem. Parte das vítimas morreu após saltar da cesta em meio às chamas, enquanto outras não conseguiram escapar. O caso segue em apuração nas esferas criminal e cível, sob segredo de Justiça.

As investigações apontaram que o incêndio teria começado na região do maçarico do balão e que o extintor disponível falhou durante a emergência. A primeira etapa do inquérito foi encerrada em outubro de 2025 sem indiciamentos, mas novas diligências levaram à reabertura da investigação no mês seguinte. O Ministério Público de Santa Catarina informou que acompanha diferentes frentes do caso e que uma das diligências solicitadas ainda não foi concluída.

A tragédia também provocou mudanças nas regras do balonismo comercial no Brasil, com novas exigências como seguro obrigatório, extintor funcional, rádio de comunicação, altímetro, sistema de desinflagem rápida, licença atualizada para pilotos e avaliação técnica para balões não certificados. Praia Grande, conhecida como Capital dos Cânions, tornou-se a primeira cidade do país com empresas habilitadas pela Anac dentro das novas normas, enquanto o regulamento definitivo para o setor deve ser consolidado até 2028.

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