O Brasil atingiu integralmente a cota de exportação de carnes para a China, conforme cálculo da consultoria Safras & Mercado, com base nos dados oficiais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Com isso, os embarques do produto ao país asiático deixam de ocorrer sem tarifa adicional dentro do limite estabelecido.
De janeiro até terça-feira, 30 de junho, os frigoríficos brasileiros já haviam enviado 100,06% da proteína animal destinada aos chineses dentro da cota disponível. O volume corresponde a 1,106 milhão de toneladas para embarques sem cobrança extra.
O mercado já vinha sinalizando preocupação com o ritmo das exportações, já que o limite definido ficou abaixo do volume recente de vendas brasileiras para a China, principal destino da proteína animal produzida no país.
A partir de agora, caso a China mantenha as compras de carne brasileira acima da cota, passa a valer uma sobretaxa de 55% sobre o excedente. A medida tende a reduzir a competitividade da carne brasileira no mercado chinês e pode levar frigoríficos a redirecionar parte da produção para outros destinos internacionais.
O cenário acende um alerta para o setor agropecuário, que acompanha os impactos da tarifa adicional nas negociações, nos preços e no fluxo de exportações ao longo dos próximos meses.
Fonte: Jornal O Sul, com informações da consultoria Safras & Mercado e da Secex.
