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Filho que matou mãe e padrasto por herança em SC é condenado a mais de 61 anos de prisão

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Filho que matou mãe e padrasto por herança em SC é condenado a mais de 61 anos de prisão

O Tribunal do Júri da Comarca de Itajaí condenou, na noite de quinta-feira, 2 de julho, Walter Alexandre Gonçalves, de 25 anos, e o cunhado dele, de 20 anos, pelos assassinatos da mãe de Walter e do padrasto. O crime ocorreu em novembro de 2024, em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina.

Segundo a acusação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o casal foi morto em uma ação marcada por planejamento prévio, emboscada e tentativa de simular um furto.

O Conselho de Sentença analisou a participação de cada réu e acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público. Walter foi condenado por homicídio qualificado, feminicídio majorado e fraude processual, recebendo pena de 61 anos e 10 meses de reclusão.

O cunhado dele também foi condenado pelos mesmos crimes e recebeu pena de 44 anos e 4 meses de reclusão, além de seis meses de detenção e 20 dias-multa. O regime inicial será fechado.

Durante o julgamento, o Ministério Público foi representado pela promotora de Justiça Marina Tambeira, da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Itajaí, e pelo promotor de Justiça Fabrício Nunes, integrante do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GEJURI) do MPSC.

Ao longo da sessão, foram ouvidas quatro testemunhas. Também ocorreram os interrogatórios dos réus e os debates entre acusação e defesa. Para o Ministério Público, os acusados atuaram juntos na execução dos crimes, com motivação patrimonial ligada à herança da família.

Crime ocorreu em novembro de 2024

De acordo com a denúncia do MPSC, os homicídios aconteceram na noite de sábado, 23 de novembro. O filho da vítima e o cunhado teriam entrado na residência do casal por volta das 22h20 e permanecido escondidos por mais de duas horas, aguardando a chegada das vítimas.

Após a morte do casal, celulares e alianças foram levados. A cena do crime também teria sido alterada para simular um assalto. A acusação apontou que Walter teria planejado os homicídios e prometido cerca de R$ 10 mil ao cunhado pela participação no crime.

Os dois réus já estavam presos preventivamente durante a tramitação do processo. Ao fim da sessão do Tribunal do Júri, a Justiça manteve a prisão preventiva de ambos e negou o direito de recorrer em liberdade.

Fonte: ND Mais

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