Ao tornar-se ídolo do Corinthians com as conquistas da Taça Libertadores e do Mundial, ambas em 2012, Cássio, 32, passou a aproveitar os benefícios da fama, como ele mesmo afirma, com exageros.

“Teve situações em 2014 e 2015 em que eu acordava e minha casa estava cheia de gente que eu nem conhecia. Eram situações de eu acordar à noite, ter feito festa em casa e não saber quem estava lá.”

A revelação faz parte das histórias narradas no livro “Cássio — A trajetória do maior goleiro da história do Corinthians”, escrito pelo jornalista Celso Unzelte, com 176 páginas, previsto para ser lançado no dia 12 deste mês.

Publicada pela editora Universo dos Livros, a obra se propõe a justificar o seu título. Historiador do clube, Unzelte cita que 113 goleiros atuaram em ao menos um jogo pelo time, fundado em 1910, e que sua régua para medir Cássio se baseia em feitos e conquistas, e não necessariamente na qualidade técnica.

Segundo o livro de Unzelte, depois de conhecer a fama, Cássio passou a se relacionar com um grupo que frequentava sua casa, principalmente durante as festas que ele organizava e bancava.

Foram nestas ocasiões que ele acabou exagerando, como admite no livro.

“É uma questão de, de repente, achar que pode fazer tudo. Aí tu vai no jogo, jogo bem e fica na cabeça: ‘Ah, eu fiz festa, eu estou jogando bem, então as coisas estão funcionando'”, conta.

Cássio diz que nunca deixou de treinar por isso, mesmo chegando cansado a alguns treinos. Em 2016, ele viveu sua pior temporada no Corinthians. Em maio daquele ano, na semana em que a avó dele, dona Maria Luiza, morreu em Veranópolis (RS), o arqueiro perdeu a posição de titular para Walter por opção do técnico Tite.

“Minha avó foi uma pessoa muito importante para mim, se não a mais importante”, diz.

Triste pela perda familiar, ele teve que lidar também com a frustração por ir para a reserva. Conta que fez questão de mandar uma mensagem de áudio pelo celular para Walter. “Meu problema não é contigo, não. Meu problema é com o Tite. Não concordo com a situação, mas o que tu precisar de suporte, eu vou te ajudar. Vou te respeitar porque é teu momento”, afirmou ao colega.

Cássio terminou aquele ano na reserva e, ao fim da temporada, cogitou deixar o Corinthians. A diretoria do clube, com ajuda de Andrés Sanchez, na época sem cargo oficial, mas com grande influência na gestão, o fez mudar de ideia.

Ficha técnica

Título: Cássio — A trajetória do maior goleiro da história do Corinthians

Autor: Celso Unzelte

Número de páginas: 176

Editora: Universo das Letras

Preço: R$ 39,90 (livro físico), R$ 19,90 (versão digital)

Com informações da Folha de São Paulo.