Após mais de 100 dias na bandeira laranja, para o Modelo de Distanciamento Controlado do RS, a região de Caxias do Sul foi classificada preliminarmente na sexta-feira na bandeira vermelha, quando há risco alto para contaminação de Covid-19. A classificação foi puxada principalmente pelo aumento de ocupação dos leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). A classificação definitiva será divulgada na tarde desta segunda-feira (16). A Amesne recorreu da decisão e enviou recurso ainda no sábado (14) para tentar reverter.

Ainda conforme os dados divulgados em live do governo do Estado, houve acréscimo de internações em UTIs por casos confirmados de Covid-19 e por casos de síndrome respiratória aguda grave (Srag). As hospitalizações em leitos clínicos também tiveram elevação na última semana na Região. Caso confirmada a bandeira vermelha de risco epidemiológico, o comércio vai ter de trabalhar com maior restrição. Segundo informações do Sindilojas, o comércio de rua não essencial fica autorizado a abrir com metade dos efetivos e receber até 25% da lotação em seis dias da semana. O regramento é o mesmo para as lojas de centros comerciais.

O presidente da Amesne, José Carlos Breda, acredita que a região voltará para a bandeira laranja, pois os índices que levaram ao risco alto para a doença, segundo ele, foram registrados em momentos pontuais. Porém ressalta que, caso a Serra gaúcha fique em bandeira vermelha será utilizado o Modelo de Cogestão, onde há restrições mais severas que a bandeira laranja, mas menos restritas que a vermelha.

Assim como a Serra, outras 10 macrorregiões receberam a bandeira vermelha de risco de contágio por coronavírus. Toda esta área representa 66,5% da população gaúcha. Caso a região fique em bandeira vermelha, a mesma passa a valer a partir de terça-feira (17).

Até o fechamento desta matéria, no último boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria Municipal da Saúde 186 pessoas morreram por coronavírus em Caxias do Sul, 59 leitos de UTI do SUS ocupados, equivalente a 79% da capacidade. Na rede privada 66 leitos de UTI ocupados, também equivalente a 78%.

Informações Amesne, Rádio Caxias.