Uma live promovida pela Emater/RS-Ascar e Prefeitura de Serafina Corrêa na tarde desta quarta-feira (02/06) apresentou o projeto “Jovens do Agro”, e contou com palestra e cases de sucesso. Participaram da abertura da live o extensionista da Emater/RS-Ascar Regional de Caxias do Sul, Neuri Frozza, e o prefeito de Serafina Corrêa, Valdir Bianchet, que parabenizou a Ascar pelos 66 anos completados hoje.

A extensionista Sandra Manteze apresentou o objetivo do projeto, que visa fomentar o processo de sucessão familiar nas propriedades rurais a partir do desenvolvimento da juventude rural, e as etapas do projeto, que promoverá uma mostra de oportunidades, com visitas de intercâmbio, dentre outras ações previstas. Uma dessas fases foi um diagnóstico da juventude rural do município, que apurou a realidade e as perspectivas desse público, relacionadas à renda, trabalho, sucessão rural, incentivo da família, entre outros, e que foi apresentado pelo engenheiro agrônomo Eliazer Kosciuk, extensionista da Emater/RS-Ascar.

A partir das demandas identificadas, o engenheiro agrônomo Leandro Ebert, falou sobre oportunidades de negócios do agro, fazendo uma reflexão sobre a atividade hoje, que dispõe de tecnologias, de mais facilidades, e que, segundo ele, permite às famílias serem bem remuneradas, citando como exemplo os dados de algumas famílias produtoras de leite assistidas pela Emater/RS-Ascar. “Hoje a gente precisa tratar a propriedade rural como uma empresa na casa da família, que tem que ser rentável, fator importante para a permanência dos jovens. Mas, para isso, as pequenas propriedades têm que buscar atividades que têm maior valor agregado por hectare”, frisou.

Ele também destacou que para que haja a sucessão rural, o jovem precisa trabalhar e ser remunerado e, que, para isso, os pais e os jovens podem ser sócios e fazer a sucessão de forma gradual.

A jovem Gisele Candaten, que trabalha na produção de leite e fez a sucessão rural, relatou a sua história. A agricultora diz que ficou fora da propriedade por 10 anos, mas retornou, o que considera uma decisão acertada. “Eu estou satisfeita, voltaria de novo, porque no meio rural a gente alia qualidade de vida com trabalho e uma renda mensal que é difícil obter na cidade, sem estudo. A renda que o leite dá hoje pra nós é satisfatória e a gente vive super bem”. Para os jovens que estão no meio rural, ela aconselha que tentem permanecer, pois considera que o agro é o futuro. “Tendo em vista o cenário atual, o agro é o que sustenta o país, e quem está na agricultura já tem meio caminho andado, e é um emprego rentável como qualquer outro. Então o jovem tem que tentar”, ressaltou.

Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar – Regional de Caxias do Sul